31.1.07

O texto que começa no próximo parágrafo eu escrevi em uma troca de e-mails com três parceiros da TheSlot.com.br. Estávamos falando sobre currículos. No fim das contas, achei o texto bom e resolvi colocá-lo aqui, mas fazendo um ou outro ajuste e inserindo um parágrafo de abertura para explanações. Na verdade, eu queria abrir a nova versão do blog com esse texto, mas essa nova versão ainda deve demorar um pouco. Pelo menos poderei aproveitar esse tempo para adequar o texto, assim ele não precisará deste parágrafo de abertura quando abrir o novo blog.

Meu currículo, desatualizado, está aqui (e por que raios eu ainda não o disponibilizei em PDF?). Preciso tirar um dia desses para dar uma mexida (atualizar e colocar em PDF). Há coisas que quero colocar, inclusive a experiência na TheSlot.com.br — embora eu ache que menos de 10% das pessoas que virem o meu currículo vão se dar ao trabalho de acessar a revista para ver o que é.

Meu currículo está em uma página só de Word. Limei o que achei desnecessário. Na minha opinião, é dispensável a informação de tantos anos de curso de tal língua. Eu coloco "fluente" ou "intermediário" e pronto ("básico" não é falar a língua). Meu inglês tem muito a ver com o meu gosto por hóquei no gelo e outros aspectos da cultura americana (mas principalmente hóquei; sem ele acho que meu inglês não seria tão bom), e esse tipo de coisa não se quantifica, ainda mais que nunca fiz um curso de inglês ou qualquer outra língua que não fosse o currículo normal da escola.

Meu espanhol, que descobri ser melhor do que eu imaginava, veio apenas com leitura. Conheço pessoas que fizeram anos de inglês e mal conseguem articular uma frase. Se bem que, nas entrevistas em inglês, eu sempre acho meio chato explicar como aprendi a língua. Perguntam se eu morei nos EUA, e eu digo que não, que só pisei lá por duas semanas há 15 anos. É uma história interessante, se você parar para pensar, mas não sei se um gerente de RH vai achar a mesma coisa. Acho também importante colocar português. Você fala português, não?

Mas no fundo, no fundo (ou nem tão no fundo assim), um currículo não significa nada — ou significa mais do que deveria. Ele é só um filtro para desqualificar os desqualificados. É impossível alguém me conhecer em uma ou duas páginas de Word. Ou em 50, for that matter. Meu currículo é mais pro-forma. Acredito que meu próximo emprego venha de networking. O tipo de coisa que procuro não está nos classificados do jornal. O tipo de experiência que tenho não se descreve em parágrafos. Uma dinâmica de grupo não demonstra quem eu sou.

Mesmo que muitos gerentes de RH ainda discordem de mim.
// Alexandre Giesbrecht • 15:28 • 1 comentário(s)
1 Comentário(s) (Comente você também)
Pois é. Eu tenho aprendido a duras penas que o Networking é melhor do que qqr currículo. Ou vc nunca conheceu uma pessoa sem competência nenhuma que pegou o cargo só pq foi indicado? ;)
Por Cosen1:07 AM