O texto que começa no próximo parágrafo eu escrevi em uma troca de e-mails com três parceiros da TheSlot.com.br. Estávamos falando sobre currículos. No fim das contas, achei o texto bom e resolvi colocá-lo aqui, mas fazendo um ou outro ajuste e inserindo um parágrafo de abertura para explanações. Na verdade, eu queria abrir a nova versão do blog com esse texto, mas essa nova versão ainda deve demorar um pouco. Pelo menos poderei aproveitar esse tempo para adequar o texto, assim ele não precisará deste parágrafo de abertura quando abrir o novo blog.
Meu currículo, desatualizado, está
aqui (e por que raios eu ainda não o disponibilizei em PDF?). Preciso tirar um dia desses para dar uma mexida (atualizar e colocar em PDF). Há coisas que quero colocar, inclusive a experiência na TheSlot.com.br embora eu ache que menos de 10% das pessoas que virem o meu currículo vão se dar ao trabalho de acessar a revista para ver o que é.
Meu currículo está em uma página só de Word. Limei o que achei desnecessário. Na minha opinião, é dispensável a informação de tantos anos de curso de tal língua. Eu coloco "fluente" ou "intermediário" e pronto ("básico" não é falar a língua). Meu inglês tem muito a ver com o meu gosto por hóquei no gelo e outros aspectos da cultura americana (mas principalmente hóquei; sem ele acho que meu inglês não seria tão bom), e esse tipo de coisa não se quantifica, ainda mais que nunca fiz um curso de inglês ou qualquer outra língua que não fosse o currículo normal da escola.
Meu espanhol, que descobri ser melhor do que eu imaginava, veio apenas com leitura. Conheço pessoas que fizeram anos de inglês e mal conseguem articular uma frase. Se bem que, nas entrevistas em inglês, eu sempre acho meio chato explicar como aprendi a língua. Perguntam se eu morei nos EUA, e eu digo que não, que só pisei lá por duas semanas há 15 anos. É uma história interessante, se você parar para pensar, mas não sei se um gerente de RH vai achar a mesma coisa. Acho também importante colocar português. Você fala português, não?
Mas no fundo, no fundo (ou nem tão no fundo assim), um currículo não significa nada ou significa mais do que deveria. Ele é só um filtro para desqualificar os desqualificados. É impossível alguém me conhecer em uma ou duas páginas de Word. Ou em 50,
for that matter. Meu currículo é mais pro-forma. Acredito que meu próximo emprego venha de
networking. O tipo de coisa que procuro não está nos classificados do jornal. O tipo de experiência que tenho não se descreve em parágrafos. Uma dinâmica de grupo não demonstra quem eu sou.
Mesmo que muitos gerentes de RH ainda discordem de mim.
// Alexandre Giesbrecht • 15:28
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