Para um são-paulino, sempre é bom vencer o Palmeiras, ainda mais quando é a oportunidade de "carimbar" a faixa do título conquistado na semana passada há 56 anos (por incrível que pareça, essa última frase está correta). Mas a alegria pela vitória em um clássico não pode se sobrepor a um fato gritante: desde o jogo contra o Corinthians o São Paulo não joga bem.
Hoje foi mais um bom exemplo. O time fica apático, como se esperasse ganhar a partida simplesmente por osmose. O primeiro gol saiu em um lance de sorte, mas só serviu para confirmar no subconsciente são-paulino que é só entrar em campo que a vitória vem. Ué, a imprensa não exalta o time a toda hora? Até outro dia, a seqüência invicta não estava em quase 30 jogos? É só comparar os dois meios-de-campo e olha que o São Paulo estava com um time misto mais para reserva que para titular , que se percebe um grande desnível, ao menos no papel.
Então, com 1x0 no placar aos cinco minutos de jogo, não parecia haver um são-paulino em campo que não imaginasse o jogo ganho.
Dá para contar nos dedos de um joelho quantos chutes a gol o São Paulo deu antes de o Palmeiras conseguir empatar, graças a um pênalti bem mandrake "cometido" pelo zagueiro Breno. Mas não se pode dizer que fosse injusta a igualdade. O pior é que não se pode nem dizer que o time tenha acordado com o gol. Continuou naquele banho-maria, achando que os gols brotariam de esporos.
E não é que brotaram?
Em um lance corriqueiro na área, Alex Silva foi derrubado por Dininho. Não que não tenha sido falta; é que, fora o famigerado Castrilli, juiz nenhum costuma apitar esse tipo de pênalti. Rogério Ceni desta vez nem quis saber de dar friozinho na barriga da torcida e chutou forte, no canto, quase no fim do primeiro tempo.
Seria de se imaginar que Muricy daria uma bronca nos seus comandados durante o intervalo. Aliás, ele deve até ter dado. O time é que parece não ter escutado. Chute a gol parecia ser um pecado capital. Mas Richarlyson resolveu pecar. De longe, mandou um foguete que entrou na gaveta do gol do Palmeiras, e o São Paulo contabilizava três gols em três chutes.
Talvez não tenha feito mais porque não chutou mais. Ou até tentou chutar, mas a zaga palmeirense conseguiu travar. Os adversários ainda tentaram ameaçar alguma coisa, mas nem parecia que a derrota os empurrava para fora da zona de classificação. A defesa são-paulina, que há um bom tempo vem sendo o ponto forte do time, segurou lá atrás. O novato Breno, apesar de ter sido inocente no lance do "pênalti", foi bem. Alex Silva ainda dá uns sustos lá atrás, mas continua melhorando no apoio. E Miranda tem sido eficiente jogo atrás de jogo. Talvez até o problema ofensivo venha de um excesso de confiança na zaga. Se ela está tão bem, um golzinho marcado apenas deveria resolver qualquer jogo. Ou não.
Se o São Paulo parar de imaginar que vence qualquer jogo por pensamento, vai voltar a ser candidato aos principais títulos do ano. Se continuar jogando como tem jogado nos últimos 50 dias, vai morrer na praia em todas as competições, possivelmente até mais cedo do que imagina.
Perguntaram nos comentários de um post do blog do André Rizek "por que os brasileiros, em geral, adoram desmerecer as conquistas dos seus compatriotas", citando como exemplo os "mil" gols do Romário e o "título mundial" do Palmeiras, "reconhecido" pela Fifa na quinta-feira o primeiro título via fax da história.
Eu respondo que não é questão de desmerecer. É questão de o brasileiro sempre querer apelar para o famoso "jeitinho" para conseguir as coisas.
O Romário não acha que vai passar de 900 gols (uma marca já impressionante)? "Então vou contar gols do infantil, assim eu chego ao milésimo", pensou o Baixinho.
A diretoria do Palmeiras quer fazer a torcida comemorar e esquecer que não consegue montar um time decente? "Então vamos implorar à Fifa para reconhecer a Copa Rio de 1951 como Mundial!" E assim o primeiro e único título do Palmeiras neste século veio em meados do século passado! A torcida comemora, considera ela e apenas ela que é campeã mundial e a diretoria segue com um time de Pierres e Williams, e ai de quem ousar dizer que o Palmeiras não tem time.
A Copa Rio foi um torneio internacional importantíssimo. Mas não foi um campeonato mundial. Ah, mas a Fifa reconheceu... Ora, a Fifa também anunciou que Maradona foi melhor que Pelé. A palavra da entidade, pois, não vale muita coisa...
Tanta coisa para ler, tão pouco tempo livre. Mesmo com livros que eu tenho vontade de pegar e não largar até devorá-los, eu não consigo fazer isso, porque o tempo de leitura é curto. Um eu leio no ônibus, na ida e na volta do escritório. Outro antes de dormir. Outro às vezes no intervalo do trabalho nos meus frilas em casa. Outro quando eu não estou a fim de ler nenhum dos outros livros. E há ainda as revistas, algumas que eu compro regularmente, outras que eu compro sem uma freqüência fixa. Neste exato instante, estou lendo quatro livros.
"Front Page Pittsburgh" a história do jornal Pittsburgh Post-Gazette. Eu até tenho uma outra "biografia" do jornal, publicada em 1936, raridade que comprei por uma pechincha no eBay, mas este cobre até o passado bastante recente, em que o jornal se consolidou como o maior de sua cidade. Isso não significa que eu não vá ler o livro mais antigo, claro. Só não vai ser agora.
"Thinking With Type" um livro sobre tipografia. Eu já o tinha na minha wishlist da Amazon há algum tempo, mas na semana passada, fuçando na Fnac (sempre que eu entro lá, é prejuízo na certa), achei-o e resolvi folheá-lo. Como o preço estava apenas ligeiramente mais alto que o da Amazon (com frete) e agradou-me muito o que vi na folheada, resolvi comprá-lo. E comecei a lê-lo.
"Brasil Em Sobressalto" uma história recente do Brasil, vista sob a ótica do jornal Folha de S. Paulo. A trajetória do jornal também é abordada, e isso é algo que torna o livro ainda mais interessante para mim. É melhor do que eu esperava. Só que também é maior.
"Sports Illustrated 50, The Anniversary Book" um livro para se ler aos poucos, pois é dividido em seções. Eu estava lendo um artigo comprido em uma edição da revista de 2003, que falava do ano de 1954 (quando a revista foi lançada) nos esportes. Imaginei que o artigo fosse constar do livro. Realmente constava. E, como a revista não está no melhor dos estados, passei a lê-lo no livro. E depois ainda há trechos de grandes reportagens. Isso sem falar nas capas de todas as edições.
Por falar em capas de todas as edições, a Veja lançou nesta semana sua 2.000.ª edição. Pode-se gostar ou não da revista, mas esse tipo de documento me interessa bastante. Eu tenho até hoje um especial publicado em 1988, quando do 20.º aniversário dela, que tinha todas as capas até aquele ano. Por sinal, as capas daquele especial não só apareciam maiores, como também com as respectivas datas logo em baixo, assim como uma brevíssima descrição do assunto. No especial atual, muitas vezes é difícil saber do que algumas capas tratavam, de tão pequenas que ficaram as fontes de vários subtítulos. Fiquei decepcionado nesse quesito, mas pretendo guardar a nova revista mesmo assim.
Dia de chuva forte em São Paulo geralmente é dia de caos. Se for uma sexta-feira, então, a coisa piora ainda mais. Foi o caso hoje. O céu fechou no meio da tarde. Ficou completamente cinza escuro. Não demorou muito para desabar uma senhora tempestade. Foi tão forte que inundou até na frente do meu escritório, na Faria Lima com a Rebouças. E lá nunca alaga. Nunca.
Não importava por qual avenida trafegavam, os ônibus atravessavam o cruzamento criando até ondas. Imediatamente, percebi que voltar para casa de ônibus não seria uma opção. Melhor apelar para a boa e velha Ponte Orca, uma volta maior, mas com mais conforto e, no caso de hoje, menos tempo.
Então fiz o que costumo fazer quando me decido por esse caminho. A minha irmã deixou-me na estação Cidade Universitária da CPTM, e fui em busca da senha da Ponte Orca. Só que não seria tão simples. Em primeiro lugar, estava chovendo, e eu estava sem o meu guarda-chuva. Em segundo lugar, a fila para a van estava muito, mas muito maior do que o normal, mesmo para uma sexta-feira. O motivo provavelmente era alguma inundação no trajeto até a estação Vila Madalena do metrô.
Pois bem, resolvi fazer uma volta ainda maior: peguei o trem. Segui pela Linha C na direção de Osasco. Poderia ter feito a baldeação para a Linha B na estação Presidente Altino, a primeira em Osasco, mas a plataforma da Linha B estava tão lotada que decidi estender um pouquinho mais minha viagem. Afinal, na estação Osasco também seria possível fazer a baldeação.
E foi. Até com certa tranqüilidade, apesar de ter sido um pouco difícil sair do trem da Linha C, por causa do pessoal que entrava sem necessidade de pressa. O problema foi a passagem por Presidente Altino. Quando as portas se abriram por lá, eu tive a visão do inferno.
Certamente alguma lei da física foi quebrado ou, ao menos, dobrada naquele instante. A multidão de pessoas que estava na plataforma entrou no trem quase que de repente, como se fosse por osmose. Mesmo as que não cabiam estavam dentro. Foi preciso três tentativas para que as portas se fechassem.
Uma lata de sardinhas geralmente é usada como metáfora para esse tipo de situação, mas acho que ali não daria. Nem uma lata de sardinhas é tão apertada. Para piorar, certas pessoas ainda não descobriram o que é um desodorante. Ou, como me apontaram depois, às vezes até descobriram, mas acham que é simplesmente um substituo para o banho.
Não seria tão difícil agüentar a situação até a Barra Funda, só que a cada estação em que o trem parava mais gente tentava entrar no vagão. E, surpreendentemente, essas pessoas conseguiam! Acho que ali eu pude contemplar a quinta dimensão. É óbvio que a tarefa foi bastante "facilitada" pelo fato de ter acabado a luz do vagão um pouco antes de o trem chegar à primeira estação e durante todo o trajeto entre a terceira e a quarta.
Até sair do trem na Barra Funda foi difícil, isso porque quase todos saíram naquela estação. Subir a escada, então, foi tarefa para longos cinco minutos, que poderiam ter se estendido por ainda mais tempo se eu não tivesse saído do trem perto da subida.
Comparada à epopéia de trem, a viagem de metrô foi quase um paraíso. Não consegui sentar por pouco na Linha Vermelha, mas, depois da baldeação, achei um lugar para sentar na Azul. Tudo bem que eu saí duas estações depois, mas deu para dar uma descansada e ler uns poucos parágrafos do meu livro.
Todo o trajeto levou menos de uma hora. O problema foram as condições em boa parte dele. Ah, e eu tinha evitado pegar a Ponte Orca por causa da chuva. Só que estava chovendo quando saí do metrô e tive de caminhar sete quarteirões debaixo dela. Mas com um banho quente me esperando em casa!
Hoje apareci mais uma vez no Pirates Q&A, mas desta vez a pergunta não teve nada a ver com beisebol. Eu fui o chato que apontou que Dejan Kovacevic contou duas vezes o número 3 na lista de coisas de Pittsburgh de que ele sente saudade. Mas só o fiz porque realmente eu estou gostando da lista, ainda mais depois que ele passou a colocar os links para as atrações que cita.
Na verdade, nem mandei o e-mail para aparecer na seção. Achei que eu não seria o único a mandar tal aviso talvez não tenha sido, mas não dá para saber. E ainda deixei claro que gostei do tópico, que até me inspiraria a ponto de colocar (provavelmente aqui) uma lista das coisas de São Paulo de que sinto saudade. O único problema é que eu não deixo a cidade por mais de uma semana há anos. Mas o mais simpático foi a resposta: "Bem, se você um dia aparecer por aqui, o primeiro café eu pago."
Ah, e vale citar ainda o artigo principal do dia, em que ele conta várias pequenas histórias sobre o primeiro dia de treinamentos na pré-temporada dos Pirates, na Flórida. Mesmo os que não ligam para beisebol provavelmente vão ver que o esporte tem detalhes que transcendem o que lhes parece chato na televisão.
Eu tenho um sonho recorrente. Só um. Quando eu era criança, eu tinha vários, embora só me lembre de um deles (um estacionamento que não existe no subsolo que não existe do Alphaville 2, um condomínio aonde eu fui pouquíssimas vezes). Mas hoje é só um sonho que eu tenho que se repete. E, ainda assim, de maneira diferente e com pouca freqüência.
Ele trata-se de um avião (qualquer avião) voando muito baixo, em círculos, próximo de onde estou, fazendo piruetas para tentar não cair, mas sempre cai. Geralmente, é nesse ponto que eu percebo que é tudo um sonho. Na última noite, o avião era menor, mas tudo seguia o script até a hora de eu perceber que estava dormindo. Eu lembrei-me, sim, dos sonhos anteriores, lembrei-me que era hora de acordar, mas... eu percebi "claramente" que estava acordado.
E ainda lamentei por não estar com a minha câmera à mão.
Antes que me acusem de mórbido, o acidente não foi feio. Foi uma bela capotagem, no meio de um cruzamento sem movimento, mas não houve explosão e a mulher que o pilotava sobreviveu. Um pouco machucada, mas sobreviveu. E eu assumi o comando do avião, para levá-lo a uma base militar (que não existe) nas proximidades do Parque do Ibirapuera. Não voando, mas andando sobre as rodas, pelas ruas, como se fosse a coisa mais normal do mundo.
E eu ainda assim não percebi que estava sonhando. Só fui acordar com o alarme. Antes de chegar à tal base.
O sonho não foi só isso, claro. Eu até me lembro de outras coisas que aconteceram antes, como uma atriz conhecida tentando andar incógnita no metrô mas não conseguindo um sujeito que veio me perguntar onde havia uma encadernadora num lugar que parecia a saída da estação Pedro II e sei lá mais o quê.
Fazia tempo que eu não me lembrava de um sonho, e mais tempo ainda que eu não me lembrava tão bem.
O texto que começa no próximo parágrafo eu escrevi em uma troca de e-mails com três parceiros da TheSlot.com.br. Estávamos falando sobre currículos. No fim das contas, achei o texto bom e resolvi colocá-lo aqui, mas fazendo um ou outro ajuste e inserindo um parágrafo de abertura para explanações. Na verdade, eu queria abrir a nova versão do blog com esse texto, mas essa nova versão ainda deve demorar um pouco. Pelo menos poderei aproveitar esse tempo para adequar o texto, assim ele não precisará deste parágrafo de abertura quando abrir o novo blog.
Meu currículo, desatualizado, está aqui (e por que raios eu ainda não o disponibilizei em PDF?). Preciso tirar um dia desses para dar uma mexida (atualizar e colocar em PDF). Há coisas que quero colocar, inclusive a experiência na TheSlot.com.br embora eu ache que menos de 10% das pessoas que virem o meu currículo vão se dar ao trabalho de acessar a revista para ver o que é.
Meu currículo está em uma página só de Word. Limei o que achei desnecessário. Na minha opinião, é dispensável a informação de tantos anos de curso de tal língua. Eu coloco "fluente" ou "intermediário" e pronto ("básico" não é falar a língua). Meu inglês tem muito a ver com o meu gosto por hóquei no gelo e outros aspectos da cultura americana (mas principalmente hóquei; sem ele acho que meu inglês não seria tão bom), e esse tipo de coisa não se quantifica, ainda mais que nunca fiz um curso de inglês ou qualquer outra língua que não fosse o currículo normal da escola.
Meu espanhol, que descobri ser melhor do que eu imaginava, veio apenas com leitura. Conheço pessoas que fizeram anos de inglês e mal conseguem articular uma frase. Se bem que, nas entrevistas em inglês, eu sempre acho meio chato explicar como aprendi a língua. Perguntam se eu morei nos EUA, e eu digo que não, que só pisei lá por duas semanas há 15 anos. É uma história interessante, se você parar para pensar, mas não sei se um gerente de RH vai achar a mesma coisa. Acho também importante colocar português. Você fala português, não?
Mas no fundo, no fundo (ou nem tão no fundo assim), um currículo não significa nada ou significa mais do que deveria. Ele é só um filtro para desqualificar os desqualificados. É impossível alguém me conhecer em uma ou duas páginas de Word. Ou em 50, for that matter. Meu currículo é mais pro-forma. Acredito que meu próximo emprego venha de networking. O tipo de coisa que procuro não está nos classificados do jornal. O tipo de experiência que tenho não se descreve em parágrafos. Uma dinâmica de grupo não demonstra quem eu sou.
Mesmo que muitos gerentes de RH ainda discordem de mim.
O português de muita gente começa a ser um desafio cada vez maior. Como essas pessoas se fazem compreender? Do jeito que as coisas estão caminhando, daqui a pouco haverá uma segunda língua por estas bandas, especialmente na parte escrita. É bom eu ir treinando. Vamos ver se eu consigo fazer a tradução do texto abaixo, tirado dos scraps no Orkut de um spammer. (Será que na nova língua não existirá pontuação?) Confesso que, em certos pontos, tive de "chutar" o que a menina queria dizer.
oi beto estou passando pra repitir o que falo todos os dias e todas as horas que posso é dizer que ti amo sei que esta muito deficiel nossa relação mais se vc não por o pé no chão e não decidi o que vc quer ai ficar muito mais deficiel a unica coisa que sei é que ti amo e estou fazendo de tudo pra ti entender e melhor ter pasciencia com vc mais saiba que tudo tem seu certo limiti vou ficar do seu lado pra ti ajudar no que vc decidiu fazer espero que também tenha paciencia comigo saiba mi compriender quando tiver que falar algo engraçado tem gente que não si toca mesmo depois de tudo ainda deixa recado pra vc mais fazer o que vamos ver se agora vc consiga encherga que eu estou mudando pelos menos estou mi esforçando se bem que tem sempre alguma coisa que mi chateia ou mi deixa triste as vezes engulo pra não brigarmos mais vai chega uma hora que vou passa mau de tanto engoli as coisas vc tem sorte que não precisa passar por nada disso pois sei separar as coisas não que vc não saiba muitos beijosssssssssssss
"Oi, Beto. Estou passando [aqui] para repetir o que falo todos os dias e todas as horas: o que posso é dizer que te amo. Sei que está muito difícil nossa relação, mas, se você não puser os pés no chão e não decidir o que você quer, vai ficar muito mais difícil. A única coisa que sei é que te amo e estou fazendo de tudo para te entender e, melhor, ter paciência com você, mas saiba que tudo tem seu limite. Vou ficar ao seu lado para te ajudar no que você decidiu fazer. Espero que também tenha paciência comigo e saiba me compreender quando eu tiver que falar algo engraçado. Tem gente que não se toca e, mesmo depois de tudo, ainda deixa recado para você, mas fazer o quê? Vamos ver se agora você consegue enxergar que eu estou mudando pelo menos, estou me esforçando , se bem que tem sempre alguma coisa que me chateia ou me deixa triste. Às vezes, engulo para não brigarmos, mas vai chegar uma hora em que vou passar mal de tanto engolir as coisas. Você tem sorte que não precisa passar por nada disso, pois sei separar as coisas. Não que você não saiba, claro. Muitos beijos."
Acho que foi mais ou menos isso que a menina quis dizer, não?